Elaine Freitas (1982-2016)

Posted on 04/08/2016

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Elaine Freitas se foi. Com ela vai uma pessoa luminar: seu sorriso encantado, sua conversa suave, seu olhar apertado e acolhedor; também leva consigo sua gana presa nos dentes, sua retidão invergável, seu semblante de desafio e coragem. Elaine era a ausência de fronteira entre o dever de revolta e o cotidiano comum. Uma guerreira onipresente, uma poetisa de rara letra, um braço e abraço de várias lutas.

A  Organização Popular vem aqui manifestar seu lamento e sua saudade insanável.

Não nos esqueceremos, companheira.

“(…)

Constelação de gente que luta:

quando uma casa cai, outra casa se ocupa;

quando uma voz não sai, outro grito se escuta.

 

Favela é substantivo coletivo:

cresce, ri e sofre em mutirão.

Há um coro em formação em cada beco, em cada rua.

As muitas perdas não silenciam a multidão.

 

Contar e recontar o sofrimento

do exílio imposto em certo momento

alerta e prepara os que virão,

abraça e reconhece os que estão

a contravento, em contramão.”

Elaine Freitas – Trecho final do poema “Remoções”

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