OP em protesto em favor da Aldeia Imbuy em Niterói (RJ)

Posted on 11/08/2015

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Militantes da tendência político-social Organização Popular (OP) estiveram presentes na manifestação de sábado 02/08/15 em apoio à permanência da Aldeia Imbuhi. Foi uma passeata que se iniciou às 10h na praia de Icaraí, no município de Niterói (RJ). O protesto buscou conscientizar os transeuntes e divulgar a importante causa da Aldeia Imbuhy. Tal comunidade tradicional da cidade localiza-se no bairro de Jurujuba e encontra-se ameaçada por ações opressivas de militares do forte vizinho.

CAM01234Integrantes da OP conversaram com alguns dos moradores da Aldeia Imbuhy. Eles gostaram bastante do apoio prestado e ficaram felizes em saber que divulgaríamos a luta deles em nosso blogue. Na manisfestação também se fizeram presentes pessoas conhecidas da região e de alguns coletivos tais como: MPL-Niterói, CMI-Rio e Comitê Independente De Greve (da Universidade Federal Fluminense). Também estiveram lá pessoas que estão apoiando os moradores da Praia do Sossego que fica atrás de Camboinhas (bairro localizado na região oceânica de Niterói) – infelizmente, também ameaçados e oprimidos. Outra causa que também tem correlação com a luta da Aldeia Imbuhy é a da Comunidade Zacarias, que está ameaçada por um tentativa de instalação de um resort de um grupo empresarial espanhol.

CAM01237Durante a passeata, os militantes aproveitaram também para conversarem e pensarem juntos, fazendo uma co-relação entre esses ataques às comunidades de forma simultânea. Foi levantado, nesse salutar bate-papo, a hipótese de tais ofensivas serem parte de algo maior que se relaciona com grande investimentos estrangeiros e com a crise na Europa. Não seria o Brasil uma rota de fuga segura para aqueles estrangeiros que possuem um grande capital e queiram escapar da crise, se apoderando de verdadeiros paraísos tropicais? É claro que não queremos cair na neurose da teoria da conspiração, mas é um tanto quanto estranho que após a recente visita de uma quantidade significativa de estrangeiros – durante  a Copa do Mundo de Futebol de 2014 – se iniciem ataque sucessivos a moradias de comunidades litorâneas, simples e pobres.
CAM01239Os moradores da Aldeia Imbuhy vivem lá há mais de 100 anos, ou seja, seus ancestrais já moravam lá quando o exército chegou. E uma moradora famosa chamada dona Iaia, que já é falecida, foi quem bordou a primeira bandeira para o exército brasileiro. Hoje o exército utiliza o local onde sua base está instalada para dar festas e aluga o local também para a elite se refestelar. Festas com requintes de luxo ou com badernas como já foi denunciado por diversos moradores, ou seja, utilizam um espaço de preservação ambiental para seu bel prazer, e para auferir lucros, e não em defesa do Brasil e da população. Ao contrário, eles se colocam contra os moradores e visitantes fazendo até forte terror psicológico, como, por exemplo, colocar soldados de plantão 24 horas em frente às casas dos moradores. Outra forma de pressão é a solicitação de uma identificação, carteirinha, para qualquer um que tenha que entrar ou sai da aldeia.
CAM01241Contra essas opressões, a Organização Popular grita a plenos pulmões junto com os moradores:
Ô MILITAR, NÃO VOU SAIR! A ALDEIA IMBUHY VAI RESISTIR!!!

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