Bloco da Ceguinha: ano que vem tem mais

Posted on 13/02/2015

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O Bloco da Ceguinha se reuniu na quarta-feira anterior ao Carnaval, como tradicionalmente é feito. A concentração se iniciou às 18h na esquina da Travessa do Paço com a Rua São José, no Centro da capital fluminense. Já é o terceiro ano que o evento político-recreativo-crítico-carnavalesco ocorre de maneira independente, sem nenhum apoio do sindicato. A folia rolou até as 21h. Estiveram presentes, além da classe serventuária, militantes da Organização Popular (OP): integrantes do Grupo de Base Inimigos do Rei (trabalhadores da Petrobrás) e Sindscope (Sindicato dos Servidores do Colégio Pedro II).

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O samba deste ano trouxe referências a certo magistrado que, quando parado em blitz no trânsito, deu “carteirada” e se sentiu profundamente ofendido por ter ouvido que “juiz não é Deus”. Será se negar a divindade da magistratura é crime? Já tem gente recebendo voz de prisão por cometer este “delito”… Saca só a letra:

UMA TOGA, UM DEUS: MAIS DE MIL PALHAÇOS NO SALÃO

Eu sou do chão

Eu sou do asfalto
Sou da Folia
Eu sou mais Eu

(REFRÃO)

Se usasse toga

Eu diria:
“Eu sou juiz,
Eu sou mais Deus”

Oh, seu doutor, colega do Judiciário
Queira não ser mais que os outros, se na lei diz que é igual
A roupa preta que tu vestes todo dia
É fantasia que não é de carnaval

(REFRÃO)

Prepotência não combina com alegria
Não existe autoridade nos três dias de folia
Ao faixa preta que só quer sair no braço:
Tire já a sua toga e vista a roupa de palhaço!

Como visto, há referência também a posturas truculentas de magistrados que andam ameaçando os outros de agressão. Pelo visto há muita gente achando que ser juiz é mesmo ser Deus. E os trabalhadores do judiciário estão como que condenados aos suplícios eternos em cartórios que são um verdadeiro inferno. É uma danação de processos velhos cheios de ácaros em ambientes insalubres, assédio moral como prática corriqueira, falta de servidores, privatização da força de trabalho (através da terceirização e da exploração de estagiários, com salários de fome)… No meio disso tudo, uma direção sindical submissa, trajando terno e gravata, festeja sua eleição cantando louvores ao presidente do Tribunal de Justiça, convidado especial a sua posse.

O Bloco da Ceguinha 2015 trouxe também críticas aos absurdos privilégios à magistratura: “auxílios” moradia, alimentação e educação (este último ainda não aprovado, mas que tem injustificável apoio da atual direção do Sindjustiça-RJ).

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Com muita irreverência vamos continuar. Ano que vem tem mais. Já fica marcado a próxima edição do bloco para a quarta-feira anterior ao Carnaval 2016. Mais detalhes sobre este e outros eventos promovidos pelo Movimento de Oposição Serventuária (MOS), basta acessar o endereço:

http://movimentodeoposicaoserventuaria.blogspot.com.br/

Vamos ficar ligados!

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