Repudiamos a agressão a militantes da Organização Popular

Posted on 02/04/2014

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Nós, militantes da Organização Popular estivemos presentes no ato que marcou a luta e a resistência ao golpe militar de 1964. Golpe este, que deixou o país nas sombra e implantou uma ditadura que durou 21 anos, mas que infelizmente, ainda sobrevive em instituições e políticas tenebrosas. Levamos nossa bandeira ao lado de militantes diversos. Em nosso caso estávamos ao lado de militantes da Federação Anarquista do Rio de Janeiro-Coordenação Anarquista Brasileira, de militantes secundaristas, universitários, professores, trabalhadores em geral.

Quando a manifestação chegou na Cinelândia, nos juntamos a diferentes organizações que estavam em frente ao símbolo maior dos golpistas: o Clube Militar. Militantes doo PCB, Levante Popular da Juventude, FIP entre outros se aglomeravam em frente ao Clube gritando palavras de ordem contra a instalação da ditadura.

Num momento de tensão, a polícia militar começou a agredir os manifestantes. Quando a situação pretensamente tinha ficado calma, nos juntamos a um grupo maior de manifestantes, já num momento em que o ato preparava para se desmobilizar de fato. Nesse momento, a Polícia Militar do RJ, herança maldita da sociedade escravocrata brasileira e da ditadura militar AGREDIU covarde e gratuitamente vários militantes da OP com cassetadas e empurrões.

Repudiamos a ação da Polícia Militar que, valendo-se da ação de mais de 10 policiais, não apenas golpeou violentamente nossos militantes, como ainda arrancou das mãos destes a bandeira que identifica a Organização Populara nas manifestações.

Levantar uma bandeira negra, símbolo da resistência histórica dos povos e dos trabalhadores é CRIME para a polícia militar. Se organizar nas bases e nas ruas é CRIME para a polícia militar. Lutar é crime para a polícia militar.

Repudiamos essa ação, justamente nos 50 anos do golpe que acabou com a sociedade brasileira.

A ditadura não terminou, ela só trocou de roupa!

Não acabou, tem de acabar!
Eu quero o fim da polícia militar!

Não vamos nos intimidar, seguiremos na luta, ombro a ombro com as trabalhadoras e trabalhadores.

Lutar, criar, poder popular!

Organização Popular

* crédito da foto Mídia Informal que registrou os abusos.

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