Virar a mesa dos ricos e poderosos em geral

Posted on 08/02/2014

0



(por: W. Bastos)

Vocês já repararam que o governo só toma atitudes a favor dos ricaços? Alguns leitores podem discordar lembrando medidas governamentais no Brasil como: restaurantes populares, bolsa-esmola, digo, bolsa-escola, cotas para negros em universidades públicas… Mas o fato é que mesmo tais políticas são meros paliativos, que não resolvem questões sociais e só servem, no fundo, pra deixar os pobres um pouco menos revoltados (e muito mais submissos).

Imagem

Quando chegam ao poder, os partidos (até os que se dizem esquerdistas ou “do trabalhador”) implementam modificações previdenciárias e trabalhistas que prejudicam empregados e aposentados. A imprensa grande chama essas mudanças de “reformas”, para fazer a gente acreditar que são coisas boas (afinal, a palavra “reforma” já traz em si a ideia de melhoria). Por que o governo promove tais políticas e por que a mídia as apoia? Ora, porque corporações midiáticas são parte da classe rica e recebem dinheiro de anunciantes bilionários a quem devem obediência. De forma parecida podemos pensar que, em relação aos governantes, o problema está no fato de suas campanhas eleitorais terem sido financiadas pela alta burguesia. Mas não é só aí que está o problema. É verdade que os políticos, hoje, são marionetes da elite econômica que banca suas propagandas eleitoreiras, porém se estas não recebessem tal grana, os políticos não se tornariam menos nocivos. Cortar as cordinhas atadas a esses títeres não resolveria chongas.

Imagem

Podemos tomar como exemplo o acontecido durante a Revolução Russa de 1917. A elite econômica foi expropriada e aqueles que chegaram ao poder não tiveram nenhum compromisso com a classe economicamente dominante. Daí o que ocorreu? Bolcheviques, ao concentrarem poder nas próprias mãos, se tornaram uma elite política e passaram a exercer sua ditadura sobre a população. Não adiantou nada os governantes serem oriundos do meio operário.

De modo parecido, creio, iria acontecer com algum partido “socialista” que – mesmo sem receber recursos dados pela burguesia – chegasse ao poder no Brasil. Como se pode escapar dessa cilada? Não há uma fórmula mágica para não cair nessa situação, ocorrida também nas revoluções chinesa (1949) e cubana (1959). O que temos que ter claro é a necessidade de coletivizar os bens, mas – igualmente – socializar de modo radical o poder político entre todos, gerando a efetiva extinção do Estado e o estabelecimento de uma sociedade igualitária em que ninguém fique privado de decidir diretamente sobre tudo que nos afeta como povo.

(W. Bastos é militante da OP)

Anúncios