Acampamento na porta da Sede da Petrobras

Posted on 07/10/2013

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O acampamento montado na passarela em frente a sede da Petrobras chama atenção das pessoas que passam pela Av. Chile no centro da cidade do Rio. Estão ali presentes movimentos sociais como o sindicato dos petroleiros do rio de janeiro (Sindipetro-RJ) e a frente internacionalista dos sem teto (FIST). O acampamento iniciado desde o dia 24/09 é uma das formas de manifestação da luta contra o leilão do campo de Libra, uma das jazidas de petróleo dos campos do pré-sal. Sua riqueza é estimada em três trilhões de reais sendo que o reservatório foi furado pela Petrobras e descoberto petróleo de boa qualidade. Isso significa que o investimento para quem for explorar a jazida é mínimo e a empresa investidora terá praticamente cem por cento de retorno garantido. Assim como o lucro da empresa. Daí a justificativa mais do que justa para a não aceitação do leilão. É como descobrir uma mina de ouro no fundo do quintal da sua casa e vender para uma outra pessoa explorar por uma quantia que não chega nem na metade do valor da quantidade de ouro existente na mina.P25-09-13_13.58

É nesse período que também ocorre a data base da categoria dos petroleiros. As  negociações entre a Petrobras e os sindicatos representantes desses trabalhadores já foram iniciadas. Diferente do que muitas pessoas pensam a Petrobras não pratica o que fala em seus discursos que são propagandeados pelos meios de comunicação, televisão, rádio e internet. Ao contrário, na realidade a responsabilidade social a qual diz ter com a sociedade brasileira fica bem aquém quando se trata das reivindicações feitas por seus trabalhadores. Esses por sua vez são a cada dia mais explorados e oprimidos com ações como a criação do programa de otimização de custos operacionais – PROCOP. O programa está dando o maior quiprocó no cotidiano desses trabalhadores . Uma vez que atrelado ao programa estão o assédio moral, ainda mais forte do que já existe, aumento da carga horária de trabalho, arrocho nos prazos de entregas das obras entre outros tipos de exploração e violência contra o trabalhador. Acreditamos que o trabalho de base é fundamental para aproximar cada vez mais essa categoria de sua própria luta. Uma vez que o petróleo tem que ser nosso, e quando falamos nosso, falamos com relação a categoria petroleira, donas de casa, estudantes, aposentados, desempregados e as demais categorias de trabalhadores, ou seja, a toda sociedade brasileira, no sentido de usá-lo para a melhoria da qualidade de vida da população e não para o lucro do capital internacional e nacional que também lucra com a exploração e a venda do petróleo nos moldes dos leilões definidos pelo governo. Todas essas ações contra as riquezas e os interesses da sociedade brasileira tem o apoio da presidenta Dilma que está ao lado dos interesses dos patrões e da Graça Foster: a Margaret Thatcher da Petrobras.

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