Na semana do Meio Ambiente, OP segue na luta

Posted on 10/06/2013

0



Quinta-feira 06/06/2013, militantes da Organização Popular (OP) participaram do ato promovido pela rede de movimentos e organizações sociais ImPACtados e demais entidades sindicais, que ocorreu por volta das 12h na escadaria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ). O mote do ato, segundo informações apuradas no local entre os manifestantes, era denunciar – em veemente protesto –, nesta semana do Meio Ambiente, o contexto político-econômico atual, onde observamos mais uma vez a classe dos empresários e investidores capitalistas em permanente conluio com o Estado (representado pelos poderes Municipal, Estadual e Federal), para continuar dominando e explorando os trabalhadores pobres, aniquilando direitos fundamentais conquistados ao longo de anos e através de duras lutas pelos movimentos sociais e sindicatos de trabalhadores.

Imagem

Um exemplo deste aniquilamento de direitos fundamentais que os empresários e o Estado vêm praticando ultimamente está nos projetos de obras recentes do Comperj/Petrobrás e do Porto do Açú, que vêm ameaçando com poluição e desastres ambientais os moradores de Maricá, Campos e pescadores da Baía de Guanabara, que, presentes na manifestação, fizeram duras criticados em relação a estes projetos.

Outro fato lembrado durante as falas foram as remoções e despejos forçados que vêm sendo praticados no centro e na zona oeste da cidade, devido a preparação da cidade para sediar as grandes competições esportivas internacionais. Neste caso, foi mencionado a resistência e o despejo recente da Aldeia Maracanã, as constantes ameaças de despejos às ocupações de sem-tetos, principalmente àquelas filiadas à FIST (Frente Internacionalista dos Sem-Teto), que estava representada na manifestação por diversos ocupantes e pelo seu advogado. Além disso, protestos enérgicos foram feitos por moradores de favelas do bairro Jacarepaguá, que criticaram a ineficácia das ações jurídicas, parlamentares e do diálogo com os governos para resolver o problema das remoções e despejos, e reafirmaram, por outro lado, a importância da atuação junto das bases e nos locais de conflito, através do apoio mútuo entre os moradores de ocupações e favelas e os demais trabalhadores que mais sentem as explorações do dia a dia. Imagem

Anúncios