Solidariedade a trabalhador perseguido no TJ-RJ

Posted on 07/05/2013

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O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro aprovou um anteprojeto, a ser enviado à Assembleia Legislativa, que institui pagamento de auxílio-moradia a 842 magistrados, com retroatividade de 10 anos.

Se aprovado na ALERJ, o desperdício de dinheiro público ultrapassará R$ 400 milhões apenas com os atrasados. Isso é revoltante para qualquer trabalhador, que vê – pelas ruas do centro da dita “cidade maravilhosa” – seres humanos catando lixo para comer. É revoltante ver dinheiro público ser desperdiçado quando há tanta miséria e tanta carência na saúde e na educação de nosso povo. O mínimo que se pode fazer é denunciar, certo?

Pois o técnico judiciário Leonan – durante seu horário de almoço – entrou na página do Conselho Nacional de Justiça (cujo acesso é permitido pelo TJ) e enviou a esse órgão de fiscalização do judiciário uma notícia do jornal O Dia sobre a proposta de auxílio-moradia aos magistrados. Justamente por essa atitude de denúncia, que nada tem de ilegal ou reprovável, Leonan foi removido de seu local de trabalho e atualmente está sofrendo um processo administrativo disciplinar.

Em solidariedade a esse nosso irmão de classe perseguido politicamente no Tribunal de Justiça, houve um protesto na entrada do fórum central no dia dois de maio de 2013. A OP (Organização Popular) também esteve presente ao ato, relembrando a importância da solidariedade entre os explorados. Na fala de um dos militantes da organização, que também é técnico do TJ, citou-se: o 1º de maio como dia de luto e luta; a necessidade de mobilização e união dos sindicatos a outros movimentos sociais. Mas, sobretudo, foi ressaltada a extrema importância e permanência do APOIO MÚTUO como um princípio essencial à classe trabalhadora. Que o ataque desferido contra um seja entendido como uma afronta a todos, e que merece uma resposta organizada e imediata dos órgãos de classe e movimentos populares em geral.

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