Despejo da Aldeia Maracanã

Posted on 23/03/2013

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Na madrugada do dia 21 de março a Polícia Militar e a Guarda Municipal do Rio de Janeiro iniciaram um execrável assédio às dependências da Aldeia Maracanã. Sabe-se que foram presos 8 pessoas entre manifestantes e indígenas. A polícia abusou, como de hábito, da truculência valendo-se inclusive de um novo equipamento que emite ondas sonoras de grande intensidade. Os policiais não economizaram ainda nos sprays de pimenta e nas bomas de gás lacrimogêneo contra os cerca de 900 manifestantes presentes. Mesmo depois de terem os índios decidido desocupar o local a violência não acabou.

Segundo informes dados no próprio local do confronto, o governo parece ter prometido alocar os indígenas em Jacarepaguá enquanto estes aguardam por um espaço a eles prometido na Quinta da Boa Vista.

Aldeia VI

Um dado curioso fica por conta de, ao mesmo tempo em que a Aldeia estava sendo invadida, uma ocupação da FIST (Frente Internacionalista dos Sem Teto) em Campo Grande, a Olga Benário, ter sido também alvo de tentativa de despejo. Este intento, felizmente, não obteve resultado favorável para o capital. A resistência dos moradores somada à assessoria jurídica prestada pelo compa André de Paula, advogado da organização, foram suficientes para frustrar a tentativa de despejo.

A Organização Popular não apenas esteve no local, com ainda tem acompanhado a questão dos compas indígenas dede o ano passado, já por ocasião das primeiras ameaças de despejo.

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