Nota de repúdio à prisão de estudantes da USP

Posted on 26/11/2011

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Estudantes, que lutam contra a presença truculenta da Polícia Militar na Universidade de São Paulo (USP) e por uma real democratização da instituição de ensino tem sido duramente reprimidos pelo governo do Estado, além de serem vítimas de coberturas tendenciosas por parte da mídia capitalista (a famigerada Rede Globo e demais integrantes das máfias da “comunicação” brasileira).

 A ocupação do prédio da reitoria se tornou imprescindível, naquele momento, justamente pela intransigência do Reitor João Grandino Rodas e seus comparsas, empenhados em manter as engrenagens da atual burocracia acadêmica, sempre útil aos tiranos e avessa à participação estudantil nas decisões que afetem à instituição e à sociedade.

Denunciamos, por meio desta nota pública, a ação violenta da tropa de choque da Polícia Militar na madrugada do dia 8/11. Para a desocupação forçada da USP foi mobilizado um operativo com 400 guardas, cavalaria, helicópteros e carros especializados.

Homens sem farda e nem identificação filmaram e fotografaram estudantes para fichá-los. Alunos foram agredidos, obrigados a entrar em salas escuras. 24 alunas foram levadas para um cômodo fechado, forçadas a sentarem no chão e ficarem rodeadas por policiais homens com cacetetes nas mãos. Uma delas foi levada para outra sala de onde se ouviu seus gritos durante trinta minutos. 73 pessoas acabaram presas na operação policial: presas por lutar por democracia, presas por querer rediscutir a Universidade, por querer ser ouvidas.

Manifestamos nossa solidariedade à luta dos companheiros da USP, reiterando que nós – trabalhadoras, trabalhadores e estudantes – realmente só seremos ouvidos e construiremos nossa liberdade através da  mobilização. Nada nos será dado de presente.

Avante a luta popular! Viva a ação direta!

Organização Popular – RJ

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